É possível o SUS sem Médicos?


Temos assistido ao desenrolar de uma novela que não tem bandido e nem mocinho. Irremediavelmente somos vítimas de um sistema em que todos acreditamos, lutamos e achamos que conquistamos. Trata-se do Sistema Único de Saúde que nasceu há 20 anos como a grande esperança dos brasileiros, chegando a ser considerada uma das maiores conquistas na área social.

Se a discussão sobre a saúde pública no Brasil já era dramática, com a protelação da regulamentação da Emenda Constitucional 29 o quadro se agravou e tende a piorar. Institucionaliza-se o subfinanciamento e o SUS anda para trás. Com a omissão dos governantes e do Congresso Nacional, a escassez de recursos agrava a crise da saúde e, em vários estados da federação, o ambiente é de confronto, inclusive com médicos abandonando os serviços públicos.

É isso mesmo, os médicos estão desistindo do SUS. Os exemplos estão espalhados pelo país e o que eram atitudes isoladas tornaram-se movimentos coletivos, assumindo contornos dramáticos, como em Pernambuco no ano passado, e, mais recentemente, em Alagoas.

Por entender que esse processo é motivado pelo desencanto e pela impossibilidade de uma relação de trabalho suportável, não há que se falar em movimento reivindicatório. Impõe-se a falta de alternativa, em que os mais qualificados buscam a sobrevivência em outros espaços de atuação.

As formas de remuneração do trabalho, no SUS, continuam vergonhosas. Enquanto isso, os médicos são obrigados a acumular atividades, com jornadas exaustivas, em ambientes com precárias condições de atendimento, colocando em risco a qualidade da atenção à população.

Os chamados gargalos do sistema público determinam importantes limitações ao bom funcionamento da assistência médica. Basta visitar as unidades de atendimento de urgência e emergência para indignarmos e entender a situação em que nossos colegas são obrigados a conviver diuturnamente. É também revoltante encaminhar um paciente para assistência especializada sabendo que a grande maioria jamais vai ter acesso à consulta ou ao procedimento de média complexidade.

Pois bem, é difícil imaginar que os responsáveis pelo destino do sistema público de saúde possam estar arquitetando o SUS sem médicos, ou que a grande maioria da população, excluída da assistência médica no Brasil até o advento do SUS, deve se contentar com o pouco que vem sendo disponibilizado. Não podemos aceitar que assistência médica de qualidade seja privilegio de uma minoria que tem acesso ao sistema de saúde suplementar.

Diante desse triste quadro, não resta às entidades médicas outra atitude senão recrudescer a luta por mais verbas para o SUS, e por condições dignas de trabalho e remuneração decente para a categoria.

O primeiro passo foi dado no dia 21 de novembro de 2007, quando nos mobilizamos em um dia nacional de protesto que incluiu manifestações públicas e até paralisação de serviços em alguns Estados. Desde então, vários foram os movimentos em diversas unidades da federação, incluindo atividades e protestos junto ao Congresso Nacional e até uma carta aberta ao Presidente da República, em que nossas reivindicações são apresentadas publicamente.

Agora, enquanto as autoridades permanecem em silêncio, o Movimento PROSUS conquista mais adesões nos Estados e novas manifestações estão programadas. Na última semana de maio os médicos vão levantar suas vozes em seus locais de trabalho, em ruas e praças de todo o país promovendo debates e conversando com a população sobre as péssimas condições de trabalho e remuneração a que estão submetidos no SUS.

Nossas bandeiras já foram definidas. Lutamos para tornar o serviço público na área da saúde eficiente e de qualidade, com gestão competente e financiamento adequado. Queremos o reajuste dos honorários da tabela SUS, com a adoção da CBHPM; salário mínimo profissional de R$ 7.503,18, implantação de Plano de Cargos, Carreira e Salários e ainda uma Carreira de Estado, superando a famigerada precarização do trabalho e a ausência de médicos nos pequenos municípios e em regiões de difícil acesso.

Não há como esconder: a saúde vai mal, e sem um financiamento adequado, além de uma gestão competente, não há como prever melhorias.

* Geraldo Guedes é conselheiro do CFM por MG e coordenador da Comissão Nacional PROSUS

Ponte no Madeira Presidente do Sinduscom: tirar trânsito pesado da cidade é questão de bom senso e segurança


Presidente do Sinduscon, Chagas Neto, diz que tirar o trânsito pesado da área urbana e dever das autoridades,

Autor da Lei Federal que denomina “Presidente Juscelino Kubitscheck” a rodovia BR-364, o empresário Chagas Neto, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), considera que “qualquer proposta de manutenção do porto onde está hoje e de uma ponte na BR-319 no bairro da Balsa, representam um autêntico crime que se comete contra a cidade de Porto Velho”.

“Está na hora das lideranças dessa cidade pensar grande. Na situação atual não precisa ter muito senso crítico para notar que estamos vivendo uma situação absurda com a falta de uma política de trânsito adequada à realidade da nossa capital. E fica pior por causa do enorme volume de veículos pesados, transportando containeres e mercadorias diversas, tanto na direção do que chama de porto quanto saindo de lá”.

Para Chagas Neto, que como deputado federal (1987/1991) também foi o autor da lei que denomina Saul Bennesby a rodovia BR-425 (ligação de Abunã a Guajará-Mirim), “o crescimento de Porto Velho tem sido enorme e isso exige políticas públicas voltadas para suas necessidades”.

“E isso passa pela organização do trânsito, sendo que aqui, como prioridade, está a construção do anel viário lá na altura das Marcelinas e, como conseqüência, de um porto e da ponte sobre o Rio Madeira nas proximidades”.

O presidente do Sinduscon entende ser impossível deixar o problema das federalizadas avenidas Jorge Teixeira e Migrantes como está. “Aliás – disse – já passou da hora de nós termos medidas definitivas que retire o tráfego pesado da zona urbana, o que será bom também para os caminhoneiros”.

“Até quando vamos continuar sendo testemunhas de acidentes violentos, cuja culpa, como disse aquele caminhoneiro ouvido pelo Estadão hoje (6ª feira) não deve ser creditada apenas aos condutores de veículos pesados, mas, principalmente, aos que têm a responsabilidade gerencial da cidade”.

Chagas Neto lembra, ainda, que um dos benefícios em fazer o desvio do tráfego oriundo da BR-319 para uma outra região do município, no caso a área do Porto Chuelo, “é que vai se incentivar o desenvolvimento de outro pólo, beneficiando a capital”.
lucasassessoria@gmail.com

Deputado Garçon anuncia emendas para Saúde e Agricultura em Alto Paraíso

O deputado federal Lindomar Barbosa Alves, Garçon [PV-Rondônia] esteve no município de Alto Paraíso no último sábado 25 onde realizou duas visitas em especial. Atendendo a um convite do Vereador Claudionei da Silva [PV], Garçom passou o dia nas linhas que interligam o município.

Na vila Alto Alegre, LC-85, o deputado e os vereadores Jeferson Gomes [PHS], Claudionei da Silva [PV], Jonas Figueiredo [PSL] e Raimundo Marrocos [PDT] levaram a notícia aos moradores daquela comunidade de que uma emenda do deputado para a aquisição de duas ambulâncias e outra para a compra de três tanques de resfriamento de leite está sendo destinada para o município de Alto Paraíso ainda esse ano.

Em sua segunda visita a zona rural o deputado esteve reunido também com os vereadores Caíco [DEM, presidente da Câmara de Vereadores e Miguel Facundo [PMDB] na escola Mauricio de Nassau, na LC-110. O deputado e os vereadores ouviram da população quais eram as suas reivindicações prioritárias.

O vereador da comunidade UNIAGRO José Ceará [PR], entregou ao deputado uma indicação para que sejam construídas com emenda do parlamentar duas pontes em bate estacas, ambas na LC-110, sendo uma no travessão B-20 e uma no travessão B-30.

O presidente da Câmara, vereador Caíco, agradeceu ao Deputado que atendeu ao pedido dos vereadores e falou ainda que a população ficará satisfeita com o atendimento do deputado Garçon feito pelo vereador Zé Ceará.

Cabeleireira transforma assaltante em escravo sexual na Rússia

Um estranho caso de assalto e estupro envolvendo um criminoso e uma cabeleireira está mobilizando a polícia russa.

Segundo o site "Life.ru", uma cabeleireira de 28 anos identificada como Olga teve o salão invadido por um assaltante na terça-feira (14). Ela, que é treinada em artes marciais, conseguiu render o homem de 32 anos, identificado como Viktor, e levou-o para uma sala reservada.

Olga teria usado um secador de cabelo para render o assaltante, e acabou prendendo-o, mas não chamou a polícia.

Ela teria obrigado o criminoso a tomar o estimulante sexual Viagra, para depois abusar dele por diversas vezes, durante os dois dias seguintes.

Depois de ser libertado, Viktor foi ao hospital para curar seu órgão sexual "contundido", e depois registrou queixa contra Olga. No dia seguinte, foi a vez de Olga registrar queixa contra Viktor por assalto.

A história fica ainda mais confusa, segundo o "Life.ru", porque a polícia não tem certeza de quem é o verdadeiro criminoso nesse caso de assalto que terminou em "estupro".

LIDERANÇAS DO PSDB E PPS EM RONDÔNIA PARTICIPAM DE SEMINÁRIO EM BRASÍLIA

O Prefeito do Município de Monte Negro Eloísio Antônio (PSDB), Deputado Estadual Euclides Maciel (PSDB), Deputado Federal Moreira Mendes (PPS) e o ex-deputado Hamilton Casara presidente do (PSDB) em Rondônia, participaram, no último dia 15/04 em Brasília, do seminário “Realidade e Perspectivas dos Municípios Brasileiros”.

O evento do PSDB, em parceria com o DEM e PPS, discutiu a crise econômica e financeira vivida pelos municípios prejudicados pelos benefícios fiscais do governo federal para a indústria automobilística e a construção civil, e as perspectivas de desenvolvimento para as cidades.

O Governador de Roraima (PSDB) Anchieta Júnior defendeu que, além da descentralização dos recursos, também é necessária a discussão regionalizada dos problemas do País. "O que é bom para São Paulo, pode não ser bom para um Estado da região Norte".

A revisão do pacto federativo com o objetivo de descentralizar a gestão no Brasil foi o tema central do encontro promovido pelo PSDB, hoje (15/04), reunindo lideranças nacionais, governadores e prefeitos de todo o País, em Brasília. "Não pode haver qualidade administrativa com o gasto controlado", afirmou o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), assegurando também que "o Brasil será outro país, com autonomia, quando o poder local for mais forte".

O seminário "Realidade e Perspectivas dos Municípios Brasileiros" discutiu a crise financeira que afeta prefeituras em todo o país.


O senador Tasso Jereissati (CE), ex-presidente do partido, destacou que, enquanto o presidente Lula cobra que os municípios apertem o cinto, "ele nem cinto tem".

Segundo o senador, somente no primeiro trimestre deste ano, os gastos correntes do Governo Federal tiveram um aumento de 34,5%, o equivalente a R$ 36,7 bilhões. Deste total, nada menos de R$ 8,7 bilhões são gastos de pessoal.

Enquanto isso, a ajuda para os municípios será apenas de R$ 1 bilhão. "Este R$ 1 bilhão não será suficiente para cobrir as perdas que os municípios tiveram desde o início do ano", afirmou o senador.


Tasso convocou os 328 prefeitos presentes ao encontro para começar "uma mobilização política e de consciências, para mostrar que o atual governo está preparando uma herança maldita para o próximo". O presidente Sérgio Guerra reforçou a convocação ressaltando que o compromisso do PSDB " é com o povo". E não poupou críticas ao presidente Lula por adotar a postura de "protetor" da população mais pobre: "Ninguém é o pai do povo, o povo é livre".

OPOSIÇÃO
Convidados para o encontro, o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), e o presidente do PPS, Roberto Freire (PE), também reforçaram a idéia de rediscussão do pacto federativo. Segundo o senador Agripino Maia, "o que acontece hoje é uma perversidade". Na verdade, é uma equação invertida pois, enquanto é responsável por 70% da arrecadação, o Governo Federal responde por apenas 30% dos investimentos. Os outros 70% são feitos por Estados e Municípios que, por sua vez, são responsáveis por 30% da arrecadação.

"Este governo não é sério, só faz marketing e quem sofre é a família brasileira", afirmou o presidente do PPS.

Os dois líderes confirmaram que, em 2010, estarão junto com o PSDB, formando o bloco da oposição para eleger o candidato tucano à Presidência. "Juntos vamos estar de novo no comando do Brasil", disse Agripino.

"A responsabilidade que temos é a de apresentar à sociedade brasileira, no próximo ano, as propostas e os caminhos que vão conduzir ao País ético e eficiente", completou Freire.

Numa referência ao falecido governador Franco Montoro (SP), o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), afirmou que "as pessoas não moram na União, nem nos Estados. Elas moram nos municípios". Por isso, a necessidade da descentralização dos recursos.

José Aníbal também destacou a ineficiência administrativa do atual governo que, até agora, só conseguiu executar 1% do orçamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e, em fevereiro de 2006, lançou um programa de R$ 18 bilhões para a construção de 600 mil casas gastou R$ 9,7 bilhões e construiu pouco mais de cem mil.

"Hoje, nós temos aqui a esperança forte e firme de mudar o Brasil de novo a partir de 2011". Ainda em tom de questionamento à forma e ao volume dos gastos do governo, e numa referência ao comentário do presidente Lula que considerou "chique" o Brasil emprestar dinheiro ao FMI, o vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, afirmou: "Chique seria não ter mais crianças na rua, não ter filas de prefeitos, gerar empregos, não brincar com a crise mundial. Chique seria mesmo descentralizar os recursos, pois quem mais arrecada é quem menos investe".

Para o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, com o descontrole de gastos, o atual governo pode estar plantando uma crise fiscal no Brasil. Para o senador, seria justo e adequado que o governo parasse de gastar em "besteiras" e aumentasse o programa Bolsa Família. "É hora de perícia administrativa, de gastos eficientes, é hora do PSDB voltar a governar este país".

GOVERNADORES
Os governadores do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, e de Roraima, José Anchieta Júnior, também participaram do encontro. Yeda relatou que, graças ao trabalho de renegociação que o governo estadual fez com os municípios, no ano passado, a maior parte deles pôde pagar o 13º em dia. Aliás, foi o que ela também fez: pela primeira vez em 14 anos, o governo estadual pagou o 13º com recursos próprios.

Anchieta Júnior defendeu que, além da descentralização dos recursos, também é necessária a discussão regionalizada dos problemas do País. "O que é bom para São Paulo, pode não ser bom para um Estado da região Norte".

Licença maternidade de seis meses,um bom tema para tratar no dia das mães

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a amamentação é o período em que são criados os laços de carinho e confiança entre mãe e filho, indispensáveis para a criança desenvolver segurança e capacidade de aprendizado para a vida adulta.

Recomendada por diversas entidades médicas e pela Organização Mundial da Saúde, a licença-maternidade de seis meses se tornou uma conquista festejada entre as brasileiras que já tem acesso ao benefício. Ainda restrito ao serviço público, 108 municípios brasileiros e 14 estados, além do Distrito Federal, comemoram a ampliação da licença maternidade. No dia 8 de março, em que é comemorado o dia internacional da mulher, o Governo do Pará aderiu à nova lei, estendendo o benefício inclusive às mães já em licença.

Mesmo antes da lei federal 11.770, de setembro de 2008, que ampliou a licença maternidade de 120 para 180 dias, 58 municípios e seis estados, entre eles São Paulo, se anteciparam e adotaram o período de seis meses. Além de conceder às servidoras públicas o benefício, a lei sancionada tem como objetivo incentivar as empresas privadas a aumentar o período, com isenção total no Imposto de Renda referente aos dois meses acrescidos à licença. No entanto, as empresas privadas terão que esperar até 2010 para obter essa isenção, já que o Orçamento da União de 2009 não contemplou o impacto fiscal da medida.

Os benefícios para a saúde do bebê e o relacionamento entre mãe e filhos podem ser contatados através dos depoimentos de fontes e personagens sugeridos a seguir:

Fontes:
Sociedade Brasileira de Pediatria – Contatos: (21) 2256-6856 / 2548-1999


BlogBlogs.Com.Br

Grupo móvel do CONATP-MPT chega a Porto Velho para inspecionar embarcações e empresas portuárias

Grupo móvel da Coordenadoria Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário (Conatpa) do Ministério Público do Trabalho (MPT) composta pelos procuradores do Trabalho Eduardo Antunes Parmeggiani (RS) - coordenador nacional, Francisco Marcelo Almeida Andrade (RN) e Fabiano Holz Beserra (RS), das Procuradorias do Trabalho do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul, chega a Porto Velho para, juntamente com a procuradora Flávia Bauler, coordenadora da CONATPA na 14ª Região , inspecionar embarcações e empresas que atuam na área portuária do Rio Madeira.
O grupo desembarcou na segunda-feira (13) em Porto Velho, onde vai permanecer por uma semana (de 13 a 17 de abril), iniciando imediatamente as atividades, com diligências visando verificar a existência de possíveis irregularidades relacionadas ao não cumprimento da legislação trabalhista pelas empresas e embarcações, bem como as condições de segurança e meio ambiente de trabalho oferecidas aos empregados no serviço portuário.

Nas diligências, as empresas encontradas com alguma irregularidade são notificadas e os seus responsáveis intimados para audiências a serem realizadas na sede da Procuradoria Regional do Trabalho em Rondônia, nas quais o MPT apresenta proposta de ajuste de conduta visando a sanar as não conformidades encontradas durante a inspeção feita pelo grupo móvel.

Questões sobre adoção têm decisões inéditas no STJ

Questões sobre adoção têm decisões inéditas no STJ
Adoção. Para a sociedade, um ato de amor incondicional. Para o direito brasileiro, um ato jurídico que cria relações de paternidade e filiação entre duas pessoas; um ato que faz com que uma pessoa passe a gozar do estado de filho de outra pessoa.

Independentemente do significado, o fato é que, no Brasil, cerca de 80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos e cerca de oito mil delas estão aptas para a adoção. Os dados estão no relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) de 2008. Naturalmente, a adoção não é concedida a qualquer pessoa que tenha interesse. É preciso preencher algumas formalidades e requisitos necessários para habilitar um pretendente.

Entretanto, depois do advento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1998, o processo de adoção, outrora muito complexo, demorado e burocrático, ficou mais simples, mais rápido. O pleno funcionamento dos Juizados da Infância e da Juventude igualmente colaborou com especiais medidas de segurança para todas as partes envolvidas no processo de adoção.

Processos que discutem questões sobre adoção, como cadastro, pensão, maioridade e até a possibilidade de realizar o ato mesmo com o falecimento do adotante, chegam ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) frequentemente. Até dezembro de 2008, a Corte recebeu cerca de 323 processos sobre o tema.

Cadastro

Os pretensos adotantes, depois de aprovados por um juiz, passam a integrar um cadastro. Em 29 de abril de 2008, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), com a promessa de agilizar os processos. Quando estiver totalmente implantado, o CNA fornecerá informações sobre o número de crianças e adolescentes sob a tutela do Estado, quantidade e localização de casais habilitados a adotar em todas as regiões, perfis completos e dados sobre os abrigos.

Geralmente, os processos de guarda e adoção devem observar as cautelas legais que se destinam à proteção da criança e à garantia da idoneidade do procedimento, entre elas, o cadastro judicial. Entretanto, o STJ vem decidindo que a preferência das pessoas cronologicamente cadastradas para adotar determinada criança não é absoluta, devendo o magistrado observar, com base no princípio do melhor interesse do menor, o estabelecimento de vínculo afetivo com o casal adotante.

Esse foi o entendimento da Terceira Turma do Tribunal em março deste ano, ao determinar a devolução de uma criança de um ano e três meses a um casal de Minas Gerais que havia perdido sua guarda para um outro casal inscrito na lista. Os ministros da Turma reconheceram que o menor já havia formado vínculo afetivo anterior, razão pela qual esse deveria ser o critério de aferição.

No final do ano passado, a Quarta Turma, ao julgar processo semelhante, entendeu que a ausência do casal adotante no cadastro de pretendentes à adoção, por si só, não configura situação de risco e não afasta de maneira definitiva a possibilidade de adoção.

Adoção póstuma

Para o STJ, a adoção póstuma pode ser concedida desde que a pessoa falecida tenha demonstrado, em vida, inequívoca vontade de adotar e laço de afetividade com a criança. Em um julgamento ocorrido em 2007 na Terceira Turma, os ministros aplicaram esse entendimento e negaram o pedido das irmãs de um militar contra a decisão da Justiça fluminense que admitira o direito à adoção póstuma de uma criança de sete anos.

As irmãs alegavam que o militar não demonstrou em vida a intenção de adotar a menina e que, por ser “solteiro, sistemático e agressivo”, além de ter idade avançada (71 anos), o falecido não seria a pessoa indicada para adotar uma criança, oferecendo-lhe um ambiente familiar adequado.

Segundo a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, o tribunal fluminense concluiu, de maneira inequívoca, que houve a manifestação em vida da vontade de adotar a criança, tanto que o militar chegou a iniciar o processo de adoção. “O magistrado deve fazer prevalecer os interesses do menor sobre qualquer outro bem ou interesse protegido juridicamente”, assinalou a ministra.

Pensão

Considerado um Tribunal de precedentes, o STJ, em uma decisão inédita, reconheceu a uma jovem o direito de receber alimentos do pai descoberto por meio do exame de DNA, depois de ela ter sido adotada por uma viúva que trabalhava no abrigo de crianças da cidade onde morava.

Baseada no entendimento da relatora, ministra Nancy Andrighi, a decisão estabelece que, como não há vínculo anterior com o pai biológico para ser rompido pela adoção, simplesmente porque jamais existiu tal ligação, não se pode eliminar o direito da filha de pleitear alimentos do pai reconhecido na ação investigatória.

Segundo a relatora, a questão deve ser vista sob a proteção dos menores definida no ECA, em seu artigo 27, no qual “o reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível, podendo ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros, sem qualquer restrição, observado o segredo de justiça”.

Maior idade

Quanto à adoção de maiores de idade, o Tribunal tem entendido que não é necessária a aprovação dos pais biológicos. Ao julgar uma contestação em sentença estrangeira originária de Munique, Alemanha, a Corte Especial citou artigos do Código Civil Brasileiro (CCB) e do ECA que afirmam ser desnecessário o consentimento nos casos em que os pais tenham sido destituídos do poder familiar.

No caso, a Vara de Tutela do Juízo Cível de Munique pediu a homologação da sentença que reconheceu a adoção de duas brasileiras por um cidadão alemão. Ambas são filhas biológicas da atual esposa do alemão, que concordou com a adoção. O pai biológico das adotadas foi citado para participar do processo. Como não o fez, foi nomeado um curador para apresentar a resposta.

Em seu voto, o relator, ministro Teori Albino Zavascki, destacou que os artigos 1.749, 1.767 e 1.768 do Código Civil alemão dispensariam a autorização e que tal orientação é semelhante à do nosso ordenamento, como indicam os artigos 1.621, 1.630 e 1.635 do CCB e o artigo 45 do ECA.

Conselho Diretor do BB aprovação criação de superintendência em Rondônia

O Conselho Diretor do Branco do Brasil aprovou, em reunião realizada ontem à tarde, a criação da Superintendência do banco em Rondônia. A informação foi transmitida à senadora Fátima Cleide (PT-RO) pelo vice-presidente de Varejo e Distribuição da instituição, Milton Luciano dos Santos, por telefone, logo após o termino da reunião. A senadora cumpria agenda em Guajará-Mirim.

“O vice-presidente havia me falado que a reunião aconteceria neste dia 7, e ela efetivamente ocorreu, com resultado importante para a população do Estado, para o setor produtivo. É uma vitória da sociedade. A superintendência é necessária, atende ao crescimento que ocorre em Rondônia e irá representar, no sentido operacional, mais agilidade no atendimento a demandas que a Gerência hoje não pode assistir e para as quais ficamos na dependência de Mato Grosso", disse a senadora Fátima.

Para o presidente da Fecomércio, Francisco Linhares, a criação da Superintendência do BB em Rondônia é “de suma importância para o comércio, para gerir os nossos destinos no campo dos negócios, no processo de crescimento e desenvolvimento do Estado”. “Quero parabenizar a senadora Fátima Cleide e a todos que estiveram envolvidos na campanha pela criação da superintendência”.

A senadora se engajou na campanha promovida pelo Sindicato dos Bancários de Rondônia pela criação da superintendência desde o primeiro momento. Em fevereiro deste ano, ela esteve com Milton Luciano para tratar do assunto. Sua última iniciativa foi pronunciamento no plenário, no dia 2, quando mostrou que a economia rondoniense, com o terceiro melhor PIB da região Norte, segundo o IBGE, não pode prescindir de uma superintendência do Banco do Brasil em Rondônia.

Bandido que trocou tiros com a polícia e acertou boné de PM é preso em Monte Negro

Em mais uma belíssima atuação da Polícia Militar em Monte Negro foi possível a prisão do infrator Elias Moreira de Arruda (20) anos, em 01/04, ao fazerem o patrulhamento de rotina os Pm`s Dos Santos, Menezes e Cb Ronilson avistaram um elemento em atitudes suspeitas em uma lanchonete que fica na BR 421 perímetro urbano, ao perceber a chegada dos policiais Elias tentou sacar um revólver calibre 38 municiado que portava na cintura, mas os policias agiram primeiro e imobilizaram o elemento que resistiu a prisão.

Elias é velho conhecido pela Polícia da região, em 2008 em um assalto na cidade de Ariquemes, Elias trocou tiros com a PM, na ocasião o meliante disparou contra o PM popularmente conhecido como ´´Gordo``, disparo este que por pouco não ceifou a vida do policial, projétil vindo a atingir o boné do PM, na troca de tiros Elias chegou a ser alvejado na nuca e tendo a bala saído pela boca, sendo socorrido e recolhido ao presído de Ariquemes, que posteriormente fugiu. Elias foi flagranteado por porte ilegal de arma e consta em desfavor do mesmo mandado de prisão.

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